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quarta-feira, 15 de julho de 2015

CMV-JF disponibiliza versão digital do livro "Memórias da Repressão: relatório da Comissão Municipal da Verdade de Juiz de Fora"

      A publicação do relatório da Comissão Municipal da Verdade de Juiz de Fora representa a reunião dos esforços de seus integrantes e colaboradores de entidades parceiras, com o objetivo de prestar contas à sociedades das atividades realizadas durante um ano de funcionamento da CMV-JF. Criada pela Lei 12.643/12 e regulamentada pelo Decreto 11.922/14 do Executivo Municipal, a Comissão entrou em funcionamento em 2014 e encerrou suas atividades em 2015 com este documento. Em interação com a Comissão Nacional da Verdade e outras comissões regionais, a CMV-JF concentrou os esforços na tentativa de compreender como o sistema repressivo funcionou em Juiz de Fora durante a ditadura militar (1964-1985) e de lançar novos olhares sobre os casos de graves violações dos direitos humanos (como torturas, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres ocorridos na cidade ou envolvendo juiz-foranos em outras localidades, mas também às perseguições políticas cotidianas que costumam ficar esquecidas. Muitos casos ainda apresentam lacunas para que sejam de fato elucidadas as circunstâncias em que ocorreram, mas o propósito da CMV-JF foi, principalmente, o de localizar e organizar a documentação sobre o regime para facilitar o acesso da sociedade às informações encontradas. Dessa forma, a Comissão alcança o objetivo de abrir espaço para que novas investigações sejam feitas a partir do material coletado e agora disponibilizado à população. Neste relatório encontram-se o detalhamento de todas as atividades realizadas entre abril de 2014 e março de 2015, os resultados dos estudos desenvolvidos pelos pesquisadores que colaboraram com os trabalhos, bem como as recomendações para que o poder público e a comunidade possam lidar com suas memórias e reconstruir as narrativas desse período. Fica o convite para que a sociedade lance olhar acurado sobre o regime ditatorial pelo qual o Brasil se viu mergulhado por 21 anos.

Acesse o ebook através do link.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Comissão da Verdade lança livro com relatório dos trabalhos

Obra com 272 páginas é o primeiro documento público elaborado
 em Juiz de Fora com o objetivo de descrever de forma ampla o sistema repressivo que funcionou na cidade entre 1964 e 1985


Reuniões, investigações, visitas a órgãos públicos, busca em arquivos, coleta de depoimentos e um árduo trabalho de pesquisa realizados durante um ano resultaram no livro “Memórias da Repressão – Relatório da Comissão Municipal da Verdade”, que será entregue à população em lançamento no próximo dia 1º de julho, às 19h30, na Câmara Municipal de Juiz de Fora. A publicação representa o primeiro documento público produzido em âmbito municipal com o propósito de contextualizar o sistema repressivo.
A obra representa a versão para o público do relatório que foi entregue às autoridades no mês de abril e reúne em seis capítulos e 272 páginas o que se conseguiu apurar no curto período de funcionamento da Comissão Municipal da Verdade de Juiz de Fora (CMV-JF). Além da tiragem de mil exemplares – impressos com recursos da OAB Subseção Juiz de Fora, da Caixa de Assistência dos Advogados e da UFJF – que serão doados a bibliotecas, arquivos, instituições de ensino e entidades parceiras, a versão “e-book” ficará disponível pela internet, a partir de acesso aberto e gratuito.
Fruto do somatório das memórias daqueles que vivenciaram a repressão em Juiz de Fora e de documentos que permitem contextualizar o período, o livro procura iluminar uma parte da história que ainda se encontra oculta – ou pouco difundida. Além de trazer algumas respostas, a obra deixa também perguntas, introduzindo temas e documentações com potencial para subsidiar futuras pesquisas sobre o assunto.
São reproduzidos no livro diversos documentos, comprovando as memórias relatadas por quem vivenciou o período, sendo vítima ou testemunha das violações dos direitos humanos, e também trechos dos 37 depoimentos concedidos à CMV-JF bem como de depoimentos prestados a comissões e comitês parceiros, trazendo à
tona os sentimentos dos que tiveram a vida marcada pelo regime ditatorial.
A Comissão buscou não apenas relembrar os casos emblemáticos, amplamente difundidos e que envolvem personagens notórios, mas também dar espaço às memórias de cidadãos comuns que foram afetados pelo sistema repressivo.
No último capítulo, as conclusões e as recomendações da CMV-JF para os órgãos públicos e a sociedade civil representam a chave com que se fecha o trabalho e alguns instrumentos para ajudar na consolidação democrática.




segunda-feira, 6 de abril de 2015

Relatório da CMV-JF é entregue aos Poderes Executivo e Legislativo

A Comissão Municipal da Verdade de Juiz de Fora (CMV-JF) entregou, na manhã desta segunda-feira, o relatório final dos trabalhos aos representantes dos poderes Executivo e Legislativo. Uma via do documento foi entregue também à subseção Juiz de Fora da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e à Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que foram parceiras dos trabalhos.

Os integrantes da comissão foram recebidos no auditório da Prefeitura, em solenidade que contou com a presença do prefeito Bruno Siqueira, do presidente da Câmara, Rodrigo Mattos, da Diretora de Ações Afirmativas da UFJF, Maria Elizabete de Oliveira, representando o reitor Júlio Chebli, e da presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Cristina Couto Guerra, que também integra a CMV-JF.

A presidente da CMV-JF, Helena da Motta Salles, agradeceu à Prefeitura e à Câmara Municipal pela iniciativa de criar a comissão e à OAB e UFJF pela parceria, que ajudou a viabilizar os trabalhos. A 4ª Circunscrição da Auditoria Militar também foi lembrada como parceira na descoberta e divulgação de documentos.

Helena destacou que muitos depoentes encontraram nos trabalhos da comissão a primeira oportunidade para falar sobre as violações dos direitos humanos, que envolveram perseguição e tortura. A presidente também ponderou que a quantidade de documentos reunida pelo colegiado é extensa e que o trabalho da comissão não esgotou o tema, deixando aos pesquisadores um vasto material para pesquisas futuras.

Prefeito Bruno Siqueira recebe das mãos de Helena Motta o relatório (Foto: Leiliane Germano) 
O relatório tem seis capítulos distribuídos em mais de 270 páginas e marcou a finalização dos trabalhos de investigação. No momento o relatório foi entregue apenas às autoridades, e em breve será lançado em forma de livro e disponibilizado através de um site, no qual também constarão os documentos e os depoimentos.

O prefeito Bruno Siqueira pontuou o momento de debates em que se encontra a sociedade atualmente e afirmou que a luta de ideias é melhor do que a luta de armas na busca e consolidação da democracia. Destacou, também, a importância dos trabalhos da Prefeitura em prol da transparência. O prefeito ainda ressaltou a relevância de Juiz e Fora no cenário nacional e as tristes lembranças das passagens de presos políticos pela cidade, o que incluiu a presidente da República, Dilma Rousseff, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda.

O presidente da Câmara, vereador Rodrigo Mattos, destacou a importância dos trabalhos da comissão, que representou a união no propósito de reafirmar o apreço pela democracia, e colocou a Câmara à disposição da população. Ele lembrou ainda dos trabalhos feitos pelo Executivo para restituir os mandatos dos vereadores cassados durante a ditadura.

Segundo a coordenadora do projeto de extensão fruto do convênio da UFJF com a CMV-JF, Christina Musse, os resultados das pesquisas são importantes não apenas para o projeto “Memórias possíveis: depoimentos da Comissão Municipal da Verdade”, mas pela possibilidade de incentivar novas frentes de trabalhos. “A abertura de áreas de investigação científica será beneficiada, pois, a partir de agora, os pesquisadores do projeto e todos os outros que tiverem interesse, poderão desenvolver ações e novas pesquisas sobre a ditadura na cidade. Assim, a UFJF também cumpre uma de suas missões, que é contribuir para uma sociedade mais fortalecida e democrática.” 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Comissão Municipal da Verdade entrega relatório final às autoridades

Em solenidade na Prefeitura, comissários repassarão aos chefes dos poderes Executivo e Legislativo resultados de um ano de investigações

Na próxima segunda-feira, dia 6, às 11h, a Comissão Municipal da Verdade de Juiz de Fora (CMV-JF) fará a entrega do relatório final de atividades aos representantes dos poderes Executivo e Legislativo. Receberão também uma via do documento a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - subseção Juiz de Fora, e a reitoria da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O ato marca a conclusão dos trabalhos de pesquisa e investigação que se desenvolveram ao longo de um ano e culminaram com a redação do relatório.
O texto, que será divulgado à sociedade em breve e transformado em livro, contextualiza as violações de direitos humanos ocorridas em Juiz de Fora ou envolvendo juiz-foranos em outras localidades, e apresenta um panorama geral do sistema repressivo que funcionou na cidade durante o período da ditadura militar (1964-1985). Com o auxílio de pesquisadores da UFJF, a comissão buscou não apenas descrever os casos emblemáticos, como também entender o perfil das vítimas. A Justiça e a legislação de exceção e o impacto da ditadura sobre as instituições juiz-foranas também foram objeto de estudo do grupo de trabalho.
Segundo a presidente da comissão, Helena da Motta Salles, “o relatório é o resumo de um esforço de pesquisa cujo mérito principal talvez seja o de revelar o quanto a própria cidade conhece pouco o seu passado e o quanto ainda tem a desvendar.” Ainda que muitas descobertas tenham sido feitas, a CMV-JF está certa de que há muito que se conhecer. Por isso, o texto também apresenta uma série de recomendações à sociedade e ao poder público visando à continuidade das pesquisas e do levantamento de informações, ainda que por outros órgãos.

Os membros da comissão serão recebidos pelo prefeito Bruno Siqueira e pelo presidente da Câmara Municipal, Rodrigo Mattos, em uma solenidade simples, sem a participação da população. Como parceiras e financiadoras dos trabalhos CMV-JF, a UFJF e a OAB também estarão presentes.


Material ficará acessível a todos

O ato simboliza o encerramento das investigações do colegiado, conforme estabelecido em lei. Contudo, na prática, a CMV-JF não vai se extinguir totalmente, pois os comissários continuarão atuando por pelo menos mais dois meses, com o propósito de reunir e organizar todo o material conseguido, garantir a impressão do relatório em formato livro e inaugurar um site que permitirá à sociedade ter acesso à íntegra do relatório e também a fotos, depoimentos e documentos que instruíram as pesquisas. Cada instituição de ensino da cidade será presenteada com uma versão do livro, a ser lançado em breve.

As parcerias estabelecidas entre a CMV-JF, a OAB e a UFJF foram decisivas para transformar o relatório em instrumentos mais acessíveis à população (livro e site com a versão digital), de forma que, nas palavras da presidente, a sociedade “tome conhecimento dos erros do passado para que não se repitam”.

Os sete integrantes da comissão compartilham a expectativa para o lançamento do livro, que será aberto à sociedade e terá como convidados especiais os depoentes e aqueles que colaboraram com os trabalhos. Ao todo, 37 pessoas prestaram depoimentos à CMV-JF, mas o colegiado também teve acesso a outros 18 relatos de vítimas feitos ao Comitê pela Memória Verdade e Justiça de Juiz de Fora ou ao projeto “Marcas da Memória”, da Comissão de Anistia. Todos esses depoimentos foram transcritos e, a partir do lançamento do livro e do site, ficarão à disposição para consulta.

Ainda que os trabalhos de pesquisa e investigação tenham alcançado o objetivo, a CMV-JF tem consciência de que o relatório é apenas mais uma forma de que a cidade conviva com o seu passado traumático e de que as novas gerações tenham conhecimento de algumas narrativas sobre o que ocorreu durante a ditadura. As pesquisas realizadas no curto período de um ano jamais esgotarão a complexidade que o regime autoritário representa. Por isso, mais do que revelar “a verdade” a comissão deseja trazer questões e apontamentos para que os cidadãos juiz-foranos sejam provocados a refletir, a pesquisar, a descobrir novas informações.

Segundo Helena da Motta Salles, “embora o relatório não tenha conseguido exaurir todas as informações contidas na documentação recolhida, que é imensa, a CMV-JF conseguiu organizar um material muito expressivo, que servirá de fonte para pesquisas futuras”.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Relatório da Comissão Municipal da Verdade vai virar livro

Com o auxílio da Caixa de Assistência dos Advogados (CAA), da 4ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o relatório que a Comissão Municipal da Verdade de Juiz de Fora (CMV-JF) prepara como etapa final dos trabalhos será lançado em formato de livro após a conclusão das atividades. A proposta foi acertada com todos os parceiros nesta semana e fará com que o relatório final fique disponível não apenas on-line, mas também em versão impressa, que será distribuída às bibliotecas e escolas do município. A obra conterá, além dos capítulos escritos pelos comissários e pesquisadores, imagens e fotos do período da ditadura militar (1964-1985), servindo como fonte de pesquisa para futuros trabalhos relacionados ao tema. A ilustração da capa será de autoria do arquiteto e artista plástico Jorge Arbach.

Para a presidente da CMV-JF, Helena da Motta Salles, é de fundamental importância que a sociedade juiz-forana compreenda melhor o que de fato aconteceu na cidade durante os "anos de chumbo". O livro possibilita alcançar um público maior. Ele vai ser distribuído às bibliotecas de instituições públicas, sobretudo as de ensino, para exatamente ficar ao alcance de toda a população. "Se fosse entregue apenas um exemplar ao prefeito, a difusão ficaria muito limitada. Graças à parceria com a CAA, OAB e UFJF, tornou-se possível multiplicar o texto e torná-lo disponível ao grande público", destaca Helena. Além disso, o livro é resultado do grande esforço da Comissão ao longo de um ano de trabalho, que contou com a participação imprescindível dos pesquisadores e bolsistas da UFJF, que se desdobraram junto aos integrantes da CMV-JF para estabelecerem relações entre as informações contidas em arquivos e os depoimentos realizados.

Coordenadora do projeto de extensão "Memórias Possíveis" - firmado a partir de convênio entre a UFJF e a comissão -, Christina Ferraz Musse acredita que "a participação de professores, funcionários técnico-administrativos em educação e alunos da Universidade Federal de Juiz de Fora na pesquisa documental, gravação de depoimentos, elaboração de textos e seleção de material iconográfico em parceria com a Comissão Municipal da Verdade para a elaboração do relatório final de atividades é a prova de que a instituição pública tem o dever e consegue promover a transformação social, através do conhecimento. Além do empenho de todos os segmentos da comunidade universitária, a  UFJF também apoia a confecção do livro que vai garantir ampla visibilidade ao trabalho realizado. Desta forma, cumpre o seu lema de 'espargir' luzes, isto é, tornar claro aquilo que estava escondido, velado e, muitas vezes, até esquecido nos porões da ditadura".

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

CMV-JF intensifica pesquisas que vão integrar relatório final

Em reunião realizada na última quinta-feira entre os membros e pesquisadores da Comissão Municipal da Verdade de Juiz de Fora (CMV-JF), foram discutidos pontos sobre a elaboração do relatório final. Os temas, destaques, métodos e auxílios foram colocados em debate, buscando o aprimoramento do trabalho que será disponibilizado à sociedade, com o lançamento do documento.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Clodesmidt Riani é homenageado pelo Estado brasileiro

O juiz-forano Clodesmidt Riani, ex-sindicalista e deputado estadual cassado no período da ditadura, foi homenageado na tarde desta quarta-feira (10) com o Prêmio Direitos Humanos 2014. Esta é a mais alta condecoração do Governo federal a pessoas e entidades que se destacam na defesa e promoção dos direitos humanos. A solenidade, que ocorreu no Palácio do Itamaraty, em Brasília, contou com a presença da presidente Dilma Rousseff e das ministras Ideli Salvati e Eleonora Menicucci. 

A ministra Menicucci entrega o Prêmio a Clodesmidt junto a Presidente
Com 94 anos, Riani, que estava acompanhado dos filhos Augustemira Riani e Clodsmidt Riani Filho, disse estar emocionado com a homenagem e com a presença de conterrâneos mineiros na solenidade. A jornalista Fernanda Sanglard e o militante de direitos humanos Betinho Duarte, representando as comissões da verdade de Juiz de Fora e Minas Gerais, respectivamente, acompanharam o prêmio.


A abertura da solenidade foi feita pelo também homenageado Ivan Seixas, que é coordenador da Comissão Estadual da Verdade Rubens Paiva, de São Paulo. Durante a fala, Seixas lembrou que foi preso e torturado junto com o pai, Joaquim Alencar de Seixas, no DOI-Codi do Exército. O pai foi morto na unidade, após dias seguidos de tortura. Ele ressaltou a importância de ações de combate às violações dos direitos humanos e do trabalho da Comissão Nacional da Verdade, que hoje pela manhã entregou o relatório final à Presidência da República e o disponibilizou à sociedade pela internet. Os dois atos marcaram o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Entre os condecorados com o prêmio também estavam a ex-militante Clara Charf, viúva de Carlos Marighella, o goleiro Mário Lúcio Duarte Costa, o Aranha, que protagonizou corajosa reação ao racismo no futebol este ano, e o educador já falecido Paulo Freire, que teve o prêmio recebido pela viúva Anita Freire. Ao todo, 22 pessoas e entidades foram agraciadas em 21 categorias. 

CNV entrega relatório final à Presidência da República

Presidente da CNV, Pedro Dallari entrega relatório final à Presidente


A Comissão Nacional da Verdade (CNV) entregou na manhã desta quarta-feira à presidente Dilma Rousseff (PT) o relatório final de atividades do colegiado. A solenidade, no Palácio do Planalto, contou com a presença de ministros e reuniu 50 convidados, além da imprensa. A presidente se emocionou ao falar sobre a importância de se resgatar as memórias da ditadura. De acordo com ela, o governo se debruçará sobre o relatório final da CNV, pois é preciso "conhecer a história para entendê-la melhor". Dilma destacou que "a verdade não significa revanchismo", fazendo clara alusão às discussões sobre a Lei de Anistia.


O coordenador da CNV, Pedro Dallari, lembrou que a comissão chega ao final dos trabalhos no Dia Internacional dos Direitos Humanos e informou que o relatório final contém mais de quatro mil páginas, divididas em três volumes, que focam prioritariamente as graves violações dos direitos humanos ocorridas no período entre as constituições de 1946 e 1988, e em especial a época da ditadura militar.

Dallari reforçou que a comissão evitou abordagem de caráter analítico e privilegiou o quadro circunstancial que envolve as violações. O coordenador afirmou que o terceiro volume do relatório final é considerado o mais importante por contar com os perfis dos 434 mortos e desaparecidos identificados até o momento. Segundo ele, o trabalho da CNV não foi o início e nem representa o fim das ações em defesa da memória desse período, fazendo referência às comissões de Anistia e de Mortos e de Mortos e Desaparecidos, que são anteriores à CNV, e também às comissões e comitês locais criados em âmbito local e regional, que continuarão atuando. "Caberá a essas instituições assim como à universidade dar continuidade às investigações", disse Dallari.

O relatório final <http://www.cnv.gov.br/index.php/outros-destaques/574-conheca-e-acesse-o-relatorio-final-da-cnv> já está disponível no site da CNV.

A presidente da República concluiu sua fala agradecendo a comissão e afirmando que "o Brasil saberá reconhecer a importância deste trabalho". Ao final da solenidade, integrantes da União Juventude Socialista (UJS) fizeram um ato em defesa da punição de torturadores. O grupo entregou às autoridades presentes um documento com a chancela de diversos grupos ligados aos movimentos sociais. O documento celebra os trabalhos da CNV, mas cobra justiça em relação às violações dos direitos humanos. Ainda na tarde desta quarta-feira, o relatório será entregue pelos integrantes da comissão aos poderes Legislativo e Judiciário.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Auditoria e CMV-JF entregam documentos a ex-presos políticos

A Comissão da Verdade de Juiz de Fora (CMV-JF) e a Auditoria da 4ª Circunscrição Judiciária Militar (4ª CJM) promoveram nesta segunda-feira (17), no plenário da sede da Auditoria, evento para devolução de documentos pessoais retidos no período da ditadura, que não foram retirados pelas pessoas que responderam inquérito ou processo na Auditoria no período de 1964 a 1985. Entre esses documentos, se encontram fotos, carteiras de identidade e de trabalho, títulos eleitorais, passaportes, entre outros. A maior parte do material entregue é da década de 1970. A presidente da República Dilma Rousseff e o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, figuram entre as trinta e duas pessoas que tiveram a documentação retida, mas não estiveram presentes neste ato. No evento, documentos de nove pessoas foram entregues a elas próprias ou a seus representantes.
A anfitriã da solenidade, a juíza da 4ª Circunscrição Judiciária Militar, Maria do Socorro Leal, assinalou o valor simbólico da cerimônia e salientou que “a Justiça Militar da União mantém o firme compromisso com a verdade e refuta quaisquer atentados aos interesses individuais”. Para a presidente da Comissão Municipal da Verdade, Helena da Motta Salles, o trabalho desenvolvido em Juiz de Fora tem sido emocionante e revelador. O gesto de resgatar e devolver os pertences aqui confiscados é um ato histórico de “respeito aos direitos democráticos”. Representando a Comissão Estadual da Verdade, Jurandir Persichini Cunha, considerou a solenidade um exemplo a ser seguido pelas demais comissões. O prefeito Bruno Siqueira destacou a importância do trabalho da Comissão Municipal da Verdade no resgate da história e da memória local.
Preso nos primeiros dias após o golpe, o fundador da União Nacional dos Servidores Públicos Civis de Minas Gerais, Henrique Roberti Sobrinho, emocionou-se com o “inusitado” regresso ao lugar em que foi “espezinhado e julgado” e considerou o evento como um marco no processo de “resgate das lutas sociais”. A militante do Comando de Libertação Nacional (Colina) na capital mineira, Maria José Nahas, veio à cidade resgatar seus documentos e os de seu marido, Jorge Raimundo Nahas. Antes de passar um ano e meio presa, foi a primeira guerrilheira urbana do país.

Ana Lúcia Batista - Foto: Mariana Meirelles

 Foto: OAB-MG

 Foto: Rafaela Almeida

Marco Antonio Victoria Barros - foto de Mariana Meirelles

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Início da solenidade de restituição de documentos

Neste momento, a Juíza Maria do Socorro Leal preside a solenidade de restituição de documentos pessoais a ex presos ou a pessoas que responderam processo durante a ditadura em Juiz de Fora.


                                                       Foto por: Mariana  Meirelles
Foto por: Rafaela Almeida

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Marcada para o dia 17 a solenidade de devolução dos documentos retidos no período da ditadura




Auditoria Militar e CMV-JF promovem devolução

de documentos retidos no período da ditadura
 
A Auditoria da 4ª Circunscrição Judiciária Militar (4ª CJM) e a Comissão Municipal da Verdade de Juiz de Fora (CMV-JF) promovem no próximo dia 17 de novembro, às 19h, no plenário da sede da Auditoria, solenidade para restituir documentos pessoais juntados aos autos e que não foram retirados pelas pessoas que responderam inquérito ou processo nesta Auditoria no período de 1964 a 1985. A maior parte desse material (o que inclui fotos, passaporte, carteiras de identidade e de trabalho, entre outros documentos) é referente à década de 1970 e ficou sob guarda judicial, mas, com o encerramento dos processos, parte dos interessados não retornou para buscar a documentação. Devido à importância do ato, devem participar da solenidade a ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar (STM), a conselheira Vanda Oliveira, da Comissão de anistia do Ministério da Justiça, e um representante da Comissão Nacional da Verdade (CNV).

Entre os que tiveram a documentação retida estão a presidente da República, Dilma Rousseff, e o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda. Além deles, outras dezenas de pessoas que atuaram como militantes contra o sistema de repressão ainda têm documentação sob a tutela da Auditoria da 4ª CJM. A lista completa com os nomes das pessoas cuja documentação foi localizada pela equipe da auditoria encontra-se abaixo e todas estão convidadas para receberem o que lhes compete neste ato simbólico pela consciência democrática.

A realização deste ato de restituição de documentos conta com o importante apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) subseção Juiz de Fora e seccional Minas Gerais, Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais, Prefeitura de Juiz de Fora, Câmara Municipal de Juiz de Fora, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Comissão da Verdade de Minas Gerais (Covemg) e Comissão Nacional da Verdade (CNV).





SERVIÇO

Ato de restituição de documentos retidos na Auditoria da 4ª CJM

Data: 17/11/2014

Hora: 19h

Local: Plenário da Auditoria Militar (Rua Mariano Procópio 820, Bairro Mariano Procópio, Juiz de Fora/MG)



INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:

Comissão Municipal da Verdade de Juiz de Fora:

Telefone (ligação gratuita): 0800-9700707




Fernanda Sanglard (jornalista e integrante da CMV-JF): (32) 9199-9984




sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Semana de História da UFJF conta com participação da CMV-JF

A Comissão Municipal da Verdade de Juiz de Fora participou hoje da mesa redonda "Juiz de Fora em foco", que integra a programação da XXXI Semana de História da UFJF. O evento é promovido pelos discentes do curso de História da mesma instituição e, neste ano, discute os 50 anos do Golpe Militar, enfocando a temática “Memórias e resquícios do autoritarismo no Brasil”. Os integrantes Antônio Henrique Duarte Lacerda e Fernanda Sanglard e a professora da UFJF Cristina Musse, que colabora com a comissão, compuseram a mesa e falaram sobre as comissões da verdade, a utilização de arquivos como fonte e a importância das narrativas sobre a cidade na construção de memórias da ditadura.





Betão volta a integrar Comissão Municipal da Verdade

A vaga de representação da Câmara dos Vereadores na Comissão Municipal da Verdade de Juiz de Fora (CMV-JF), ocupada pelo vereador Jucelio Maria (PSB) entre julho e outubro deste ano, será reassumida pelo vereador Roberto Cupolillo (Betão-PT), que havia se afastado do cargo por motivo de desincompatibilização eleitoral. A alteração foi divulgada por Jucelio na reunião desta quinta-feira, quando se despediu dos demais integrantes e se comprometeu a continuar colaborando com as atividades da comissão. Os membros da CMV-JF agradeceram o apoio do vereador durante o tempo que substituiu Betão pelas importantes contribuições na relação institucional da comissão com órgãos públicos e organizações da sociedade civil.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Auditoria Militar e CMV-JF promovem devolução de documentos retidos no período da ditadura


A Auditoria da 4ª Circunscrição Judiciária Militar (4ª CJM) e a Comissão Municipal da Verdade de Juiz de Fora (CMV-JF) promoverão, no plenário da sede da Auditoria, em data a ser definida, uma solenidade para restituir documentos pessoais juntados aos autos e que não foram retirados pelas pessoas que responderam a inquérito ou processo nesta Auditoria no período de 1964 a 1985. A maioria desse material (fotos, passaporte, carteiras de identidade e de trabalho, entre outros documentos) é referente à década de 1970 e ficou sob guarda judicial, mas, com o encerramento dos processos, parte dos interessados não retornou para buscar a documentação. Devido à importância do ato, serão convidadas para a solenidade a ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar, e a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti.

LISTA DE PESSOAS CUJOS DOCUMENTOS PESSOAIS FORAM LOCALIZADOS NO ARQUIVO DA AUDITORIA DA 4ª CJM:

1.      AFONSO CELSO LANA LEITE

2.      ANA LÚCIA BATISTA

3.      ANGELO PEZZUTI DA SILVA

4.      ANTÔNIO CARLOS BICALHO LANA

5.      ANTÔNIO MAGALHÃES

6.      ANTONIO MARIA ZACARIAS

7.      ARNALDO FORTES DRUMOND

8.      BRAZ TEIXEIRA DA CRUZ

9.      CLAÚDIO GALENO MAGALHÃES LINHARES

10.  CONCEIÇÃO IMACULADA DE OLIVEIRA

11.  DILMA VANA ROUSSEFF

12.  ERWIN REZENDE DUARTE

13.  FERNANDO DE FREITAS PICARDI

14.  GERALDO CLEMENTE SOARES

15.  HENRIQUE ROBERTI SOBRINHO

16.  JORGE RAIMUNDO NAHAS

17.  JOSÉ ADÃO PINTO

18.  JOSÉ NATALINO MAGALHÃES

19.  JOVIANO LINHARES

20.  JÚLIO ANTÔNIO BITTENCOURT ALMEIDA

21.  LEILA DIAS DE ARAÚJO
  1.    MARCIO ARAUJO LACERDA
  2. MARCO ANTONIO VICTORIA BARROS

  1. MARIA IMACULADA DINIZ 
  2.  MARIA JOSÉ DE OLIVEIRA CARVALHO 
  3.  MARIO ROBERTO GALHARDO ZANCONATO 
  4.  MAURÍCIO VIEIRA DE PAIVA 
  5. NELSON JOSÉ DE ALMEIDA 
  6. PEDRO PAULO BRETAS 
  7. ROUBERDÁRIO DINIZ VALÉRIO 
  8. SÉRGIO BITTENCOURT SIQUEIRA
  9. SONIA TERESINHA ROCHA REIS